segunda-feira, 18 de junho de 2012

Idosos podem receber benefício assistencial

Texto e foto Thais Travençoli

O idoso pode solicitar o benefício nas agências da Previdência Social

Idosos de baixa renda podem receber o Beneficio de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC). O direito é garantido pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 8.742/93, conhecida como Lei Orgânica da Assistência Social (Loas). O benefício é destinado a idosos com idade mínima de 65 anos e pessoas portadoras de deficiência, que não possuem condições para manter sua própria subsistência ou de tê-la mantida por sua família.

Por se tratar de amparo assistencial, não é preciso ter contribuído para a Previdência Social para ter acesso ao BPC. O benefício tem valor de um salário mínimo mensal.

Para conseguir o BPC, o idoso deve possuir 65 anos ou mais, comprovar que não recebe nenhum benefício previdenciário e ter renda familiar inferior a um quarto do salário mínimo por pessoa, o equivalente a R$ 155,00. A cada dois anos é realizada uma revisão para verificar se as condições do beneficiário continuam as mesmas.

Marli do Rocio Charnescki, de 67 anos, recebe o benefício há dois anos. “Acho mais do que justo receber o benefício, ele ajuda muito a gente. Eu não podia contribuir com a previdência porque não tinha condições, trabalhava com vendas para ter meu dinheiro e ajudar em casa”. Dona Marli também conta que com o benefício pode pagar seu plano de saúde. “Era meu filho quem pagava, mas ele se casou e não podia mais me ajudar. Com o benefício eu pude pagar sozinha”.

O BPC é um avanço e precisa ser conhecido pela população, mas não é o suficiente, como aponta o assistente social Leandro de Araújo. “O ideal é que tivéssemos um estado que realmente tivesse uma previdência social eficiente e que desse a garantia de uma aposentadoria digna. Como nós não temos ainda este estado, que consiga garantir isso efetivamente, o beneficio vem no sentido positivo, para preencher esta lacuna. Ele é importante, mas ainda temos que avançar mais”, afirma.

O idoso pode solicitar o benefício nos postos e agências da Previdência Social. É possível agendar o atendimento ou receber orientações pelo telefone 135.

Terceira idade busca realização pessoal no teatro

Texto e foto Tiago Machado

Elenita se prepara para viver uma médica na peça “Comédia Dell Art”,  ainda em montagem.

Elenita Maria Fernandes Zanicotti, 65 anos, é aposentada e há dois anos descobriu através do teatro uma nova forma de viver. Toda semana participa dos encontros no teatro Barracão Encena, em Curitiba. Elenita começou a fazer teatro por influencia da irmã e desde então não parou mais. A aposentada conta que antes era uma pessoa tímida, introvertida, e tinha receio de falar em público e foi  na prática do  teatro que deixou de lado todos os medos e inseguranças. “Antes eu era inibida, o teatro fez eu aprender a falar, me comunicar. Eu aprendi realmente a viver. Quando eu vou  ao teatro eu sinto que estou indo para a vida”. Elenita já atuou no filme “As duas irmãs” e agora se prepara para o segundo filme, “As irmãs Vulvua”, produzidos pelos alunos de cinema da Faculdades de Artes do Paraná (FAP). 30 20 30
A aposentada acha que trabalhar com pessoas de diferentes idades também ajuda muito para a troca de experiências. “Os jovens ensinam muito, eu adoro jovens.  Não voltaria ao tempo porque sou feliz como estou, mas eles acreditam nas coisas. Para eles as ideias ganham força”. No teatro ela já tem uma boa experiência e se prepara para a sua terceira peça, "comédia Dell Art", com previsão de estreia para junho, onde interpreta uma médica. Para ela o palco é um lugar mágico e toda vez que está nele esquece do mundo e dos problemas externos.
Elenita não é a única atriz da família. A irmã, jornalista aposentada Eliete Maria Fernandes de Paula, de 69 anos, entrou para o teatro há quatro anos. Já participou de oito peças e agora faz a leitura da montagem “O Beijo”.  Além de atriz ela também é atleta,  caminha diariamente cinco quilômetros, faz aulas de musculação, hidroginástica, dança e ainda estuda  inglês. Com uma disposição de dar inveja em qualquer jovem, ela deixa um conselho para os idosos que não praticam atividades: “pegue sua televisão e seu sofá e mande para a doação.  Compre um tênis e uma bermuda e caia na rua.  Viver é um risco, mas não viver é o pior de todos”. 
No palco, Eliete se transforma. “É como se eu estivesse tendo um orgasmo. Representar é como expor a sua alma ao espectador,  nos modificamos quando atuamos e é isso que me dá prazer em representar”. Para se despedir de um personagem ela costuma mudar o corte do cabelo quando encerra os trabalhos de uma peça. Com isso, ela se renova e vence desafios. Vive em cada peça um personagem diferente e deixa em cada um deles um pouco de si.

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Para todas as ações existem as emoções

Por Amani Cruz
  Filmes tem o poder de emocionar e ao mesmo tempo indignar, esta magia produzida no interior das pessoas é causada pela união da imagem paralela a uma boa trilha sonora. Vale lembrar que o gosto por tal ator ou por tal melodia conta bastante, é onde surgem os comentários que gostou ou nem tanto assim de tal filme.
   Na terceira idade, os gostos se tornam mais seletivos e as emoções aparecem melhor digamos que seja pela experiência dos anos vividos. Sempre é bom uma companhia para um filme e existem inúmeros que valem à pena serem vistos mas alguns são mais específicos para a terceira e melhor idade que dão possibilidades de  discussões sobre o envelhecimento e demais problemas que afligem a faixa etária.
    De inicio o indicado é “Colcha de Retalhos” produzido em 1995 e dirigido por Jocelyn Moorhouse. A história desse filme é de uma jovem que esta nos preparativos para o casamento e resolve morar na casa de sua avó. Lá estão várias amigas da família, que preparam uma colcha de retalhos como presente de casamento. Enquanto o trabalho é feito ela ouve o relato de paixões e envolvimentos, nem sempre moralmente aprováveis mas repletos de sentimentos, que estas mulheres tiveram.
    Outro filme indicado é” Diários de uma paixão” produzido em 2004 e dirigido por Nick Cassavetes. Este filme é um romance que emocionou muita gente. A história passa em uma clínica geriátrica, onde um dos  internos que relativamente está bem, lê para uma interna (com um quadro mais grave) a história de Allie Hamilton e Noah Calhoun , dois jovens enamorados que em 1940 se conheceram num parque de diversões. Eles foram separados pelos pais dela, que nunca aprovaram o namoro, pois Noah era um trabalhador braçal e oriundo de uma família sem recursos financeiros. Para evitar qualquer aproximação, os pais de Alie a mandam para longe. Por um ano Noah escreveu para Allie todos os dias mas não obteve resposta, pois a mãe  dela interceptava as cartas de Noah para a filha. Crendo que Allie não estava mais interessada nele, Noah escreveu uma carta de despedida e tentou se conformar. Alie esperava notícias de Noah, mas após 7 anos desistiu de esperar ao conhecer um charmoso oficial, Lon Hammond Jr,  que serviu na 2ª Grande Guerra (assim como Noah) e pertencia a uma família muito rica. Ele pede a mão de Allie, que aceita, mas o destino a faria se reencontrar com Noah. Como seu amor por ele ainda existia e era recíproco, ela precisa.

Fonte: Blog

Cresce o número de idosos no mercado de trabalho

Por Tiago Machado


    A falta de profissionais tem feito empresas apostarem na terceira idade para preencher o quadro de funcionários. O aumento no número de vagas e a falta de pessoal são alguns dos fatores que contribui para o aumento desse tipo de contratação. No Brasil cerca de 21 milhões de pessoas com mais de 60 anos estão inseridas no mercado. Entre os benefícios destacados estão a disciplina e a estabilidade, diferentemente dos jovens que costumam ter um perfil mais aventureiro. O gerente Administrativo de uma empresa de recursos humanos de Curitiba, Anderson Bunhak acredita que o comprometimento e seriedade com trabalho é o diferencial desse perfil de funcionário. Segundo Bunhak a procura de emprego costuma ser motivada pela procura na melhoria da renda. “A busca no complemento da renda e vontade de se sentir útil faz com que essas pessoas procurem uma colocação no mercado, muitos idosos se aposentam e não conseguem acostumar com a ideia de ficar em casa” Afirma Bunhak.
Nas grandes empresas a oferta tem aumentado para as vagas no setor operacional ou técnicas. “O setor operacional é um trabalho que exige um pouco menos, por isso geralmente são destinados a pessoas mais velhas, os idosos são mais estáveis e dificilmente mudam de lugar, enquanto o jovem pula de galho em galho em busca  de novas oportunidades”, conta Bunhak. Segundo dados do IBGE em 2002 o Brasil tinha 16.022.231 pessoas com 60 anos ou mais no mercado de trabalho. O IBGE estima que em 2020 os idosos cheguem a 25 milhões de pessoas no país.






Idosos viciados em jogos de azar buscam ajuda no Jogadores Anônimos


Por Fernanda Brisky 
M.P., 69 anos é viciado em jogo. Aposentado, trabalhou no fórum cível de Curitiba por mais de 21 anos. Começou pelos jogos clássicos, como bingo e logo estava nos jogos de carta como cacheta e pôquer.
São anos de perdas econômicas graves até que pessoas acima de 60 anos busquem algum tipo de tratamento. Um estudo feito pela Universidade de São Paulo (USP) revela que, enquanto os homens desenvolvem a patologia em um período de duas décadas, aproximadamente, é necessário apenas quatro anos para as mulheres se tornarem doentes compulsivas. Em Curitiba, essas pessoas, procuram ajuda nos Jogadores Anônimos. 
Segundo a mesma pesquisa, feita com 50 idosos, a maioria dos prejudicados pelo vício em jogos de azar tem grau de instrução baixo, condições razoável e moram sozinhos. Outros aspectos que também levam à dependência são a falta de arranjo familiar e renda. 
 “Meio que por brincadeira, e pra me enturmar com o pessoal do fórum, eu aceitei o convite de um colega. Por sinal ele não mora mais aqui em Curitiba, pois perdeu todos os seus bens matérias com a jogatina. Comecei sem apostar nada e vendo os meus amigos ganharem dinheiro. Eu, novo na cidade, sem um tostão no bolso, resolvi dar o primeiro lance”, conta o aposentado. 
M.P., perdeu bens como um terreno avaliado hoje no valor de R$ 180 mil e vários salários inteiros apenas pelo prazer de jogar. “Foi incrível, satisfez meu ego, fiquei eufórico querendo mais. Cheguei a ganhar um lava-car, mas perdi apostando o mesmo em outras ocasiões”. 
Os processos de tratamento são parecidos a uma recuperação de dependência química. Nos mesmos moldes dos Alcoólicos Anônimos (AA), os Jogadores Anônimos (JA) foi criado nos Estados Unidos e já está presente em 11 estados brasileiros. “No Brasil há idosos viciados em vários jogos, entre eles está o jogo do bicho, corrida de cavalo e até a Mega Sena”.
O JA foi criado há cinco anos em Curitiba. O grupo utiliza os mesmos métodos de regeneração do AA (Alcoólicos Anônimos), só que traduzida para os jogadores anônimos. Devido à grande rotatividade, a irmandade não tem um número fixo pessoas que frequentam o local, mas cada reunião conta em média com vinte pessoas.
Situação semelhante a de M.P. viveu C.C. Tudo era vendido por valores insignificantes só para conseguir dinheiro para jogar. Para ela, a maior perda para a família é a emocional. Começou o tratamento no JA em 2008 com o apoio de seus familiares. "As etapas são um processo de auto-ajuda, em que revemos nosso caráter e tentamos trabalhar nossa auto-estima", diz.
São três grupos semanais (terças, sextas e sábados, às 19h30) que se encontram na sede que fica na Rua Trajano Reis, 457. Assim como AA, os familiares e amigos dos compulsivos por jogos (bingo, loteria, baralho, entre outros) desempenham um papel fundamental na recuperação. 
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Esporte na Juventude, saúde na terceira idade.

Por - Marieli Castioni


Várias lesões não conseguiram parar o jogador de futebol Dirceu Krüger, O flecha loira. O herói do Coritiba Foot Ball Club, que machucou umaUma perna no campo do Britânia, uma clavícula no campo do Londrina e o acidente quase fatal no seu campo, ali no Alto da Glória, quando teve as alçasintestinais rompidas num choque com o goleiro do então Água Verde e quando poucos acreditavam que sobrevivesse. Sobreviveu e voltou a jogar, Mara marcar em 72 o gol da vitória na decisão diante do Atlético, num retorno quem em 70 ninguém acreditava. Foi um craque. Legenda maior da simbiose entre o refinamento da técnica com a coragem do artilheiro.”. perna no campo do Britânia, uma clavícula no campo do Londrina e o acidente quase fatal no seu campo, no Alto da Glória, quando teve as alças intestinais rompidas num choque com o goleiro do então Água Verde e quando poucos acreditavam que sobrevivesse. Sobreviveu e voltou a jogar, para marcar em 72 o gol da vitória na decisão diante do Atlético, num retorno que ninguém acreditava.

Os beneficios que os jogos e os treinamentos trouxeram a Dirceu, foram de grande eficacia em sua vida, mesmo depois de quase morrer, o que o salvou foi á força de vontade e a continuação com o esporte. “Desde o acidente, passei a jogar com uma cinta elástica para proteger a área do intestino. Em 1975, aconteceu algo que mudou a visão que eu tinha a respeito do meu estado de saúde. Ao disputar uma bola, um atleta adversário, involuntariamente, bateu com a mão no local onde sofri a operação. Senti uma dor horrível, semelhante à do acidente. Foi então que percebi que, desde 1970, colocava minha vida em risco cada vez que jogava ou treinava.” Declara o ex-jogador.

Apesar de hoje não ter uma vida tão movimentada com treinos e jogos, ele diz que tem boa saúde e que o esporte o ajudou muito quando jovem. Por todos os lados do Estádio Couto Pereira, se vê Dirceu Krüger, uma figura emblemática.

Sua tragetoria no futebol, apesar das lesões sofridas, foi de dez anos e 252 partidas e 58 gols. O flecha loira, como era conhecido pela sua velocidade e pelos cabelos ‘loirissimos’, foi um atleta de histórico impecável tornou-se um dos maiores jogadores do Clube em todos os tempos. Depois de sua aposentadoria nos gramados, foi assistente técnico, coordenador técnico e técnico das categorias de base e do time principal. Hoje com 67 anos, o ex-jogador, que atuou no meio campo, continua sendo o heroi alviverde.

O Bolinha, outra figura emblematica, como é conhecido pelo time do Atletico-PR, se chama Edmilson Aparecido Pinto e passou por um momento parecido, ele não sofreu lesões como o Dirceu, mas em 2011 sofreu uma crise conhecida como abdômem agudo, com uma úlcera perfurada no estômago seguida de peritonite (infecção). Hoje esta recuperado e atuando novamente no time.

Ele é o massagistra do time desde 1993, e Ano passado, alcançou uma expressiva marca no Furacão: mil jogos pelo clube. “É uma marca que entrou para a história. Porque desde 1993 iniciei meu trabalho e agora chego nessa marca de mais de mil jogos passando por tudo. Vencendo, perdendo, sofrendo junto, porque tudo isso faz parte do futebol.”, finaliza.



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domingo, 17 de junho de 2012

Como se cadastrar para vagas preferenciais

Saiba como se credenciar para reservas de vagas de estacionamento para idosos. O seu João Oliva, é credenciado desde 2010, e explica quais foram os procedimentos, e em que isso o ajudou. Confira no vídeo:





Créditos: Evelyn ArendtMarieli CastioniAmani Cruz e Rafael Passos